Programa “Escravo, nem pensar!”
O programa “Escravo, nem pensar!” foi criado em 2004 e tem como missão:
- Diminuir, por meio da educação, o número de trabalhadores das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste aliciados para o trabalho escravo na Amazônia e no Cerrado brasileiros;
- Difundir o conhecimento a respeito de tráfico de pessoas e de trabalho escravo rural contemporâneo como forma de combater essa violação dos direitos humanos;
- Promover o engajamento de comunidades vulneráveis na luta contra o trabalho escravo.
Para cumprir seu objetivo, o programa realiza formações de educadores, educadoras e lideranças populares, produz materiais didáticos, realiza constante aprimoramento da metodologia com pesquisa e criação de novas atividades pedagógicas, acompanha a multiplicação do conhecimento nos municípios que receberam formações, apoia festivais culturais, concursos e projetos comunitários sobre o assunto.

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Formação de educadores em Pindobaçu (BA) Crédito: Arquivo Repórter Brasil |
Coordenado pela organização não-governamental Repórter Brasil, o “Escravo, nem pensar!” já atuou em 49 municípios de seis estados: Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí e Tocantins. Mais de 2 mil educadores, educadoras e lideranças já participaram das formações e as ações desenvolvidas já atingiram 60 mil pessoas, entre estudantes e demais pessoas nas comunidades. O programa conta com a parceria de dezenas de organizações e movimentos locais, como sindicatos, secretarias municipais e estaduais de educação e associações comunitárias.
É considerado pelo governo federal e por entidades participantes da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) o primeiro programa de prevenção à escravidão de âmbito nacional.
A Repórter Brasil tem sede em São Paulo e, desde setembro de 2007, também possui um escritório no município de Araguaína, no Tocantins. A criação desse escritório tem fortalecido as parcerias com entidades regionais e possibilitou maior proximidade com educadores, educadoras e lideranças.
O programa “Escravo, nem pensar!” nasceu em resposta às demandas do Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, documento elaborado por representantes do poder público, da sociedade civil e de organismos internacionais e lançado em 2003. Na segunda edição do plano, divulgado em setembro de 2008, o “Escravo, nem pensar!” foi incluído nominalmente, por decisão unânime dos membros da Conatrae. O programa se articula ainda com ações previstas em planos estaduais, como os de Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí e Tocantins.