Ano de realização da formação
- professores e professoras:
2010
Parceiros locais:
Comissão Pastoral da Terra, Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Escravo no Piauí, Secretaria Municipal de Educação, Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Avelino Lopes, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Avelino Lopes, Secretaria da Educação e Cultura do Piauí
Outros parceiros:
Coordenadoria de Direitos Humanos do Estado do Piauí, Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Escravo no Piauí, Ministério Público do Trabalho, Organização Internacional do Trabalho, Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República e TAM Linhas Aéreas
Atividades realizadas:
A Unidade Escolar Deputado Fernando Monteiro realizou um projeto específico sobre trabalho escravo, além de ter tido a redação da aluna Viviane das Virgens Santana premiada com o terceiro lugar do concurso estadual “Educar para libertar” - promovido pelo Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Escravo.
Professores e professoras organizaram na escola uma gincana cultural sobre trabalho escravo que envolveu todas as turmas do Ensino Fundamental e Médio. Cada turma elegeu dois representantes, que deveriam estudar o tema. Esses dois representantes competiam com os outros da mesma série em um jogo de perguntas e respostas até chegarem à final. O evento que determinou os vencedores do Ensino Fundamental e do Ensino Médio contou com a participação de mães, pais e colegas de outras escolas.
Após a realização da gincana, a escola também envolveu algumas de suas turmas na produção de desenhos e poemas a serem inscritos no concurso estadual.
Em 2011, as escolas fizeram abordagens no decorrer do primeiro semestre, especialmente nas aulas de História, Geografia e Português para alunos da 4ª a 8ª série. A Escola Estadual Diamantino Gama e as Escolas Municipais Rurais Dionizinho e Rua da Pedra aproveitaram o 13 de maio para retomar a questão, trabalhando textos e produção de redação. A Escola Estadual Fernando Monteiro contou com apresentação de capoeira do dia da abolição e programaram para o segundo semestre, período onde serão abordados conteúdos relacionados ao tema, uma exibição de vídeos.
Ao longo de 2012, as escolas abordaram o trabalho escravo principalmente nas disciplinas de Geografia, Português, Matemática, História e Ensino Religioso. A temática foi trabalhada junto a alunos do Ensino Fundamental, Médio e Ensino de Jovens e Adultos. A abordagem foi feita em relação com outras temáticas, como trabalho infantil, desmatamento e direitos do trabalhador.
No último encontro, educadoras e educadores realizaram uma atividade em torno das transformações que julgam necessárias para tornar o município melhor. A recuperação das margens do rio, a melhoria da qualidade da educação e o desenvolvimento da agropecuária e da indústria com respeito ao meio ambiente e às leis trabalhistas foram apontados. Animados com a proposta, além de cartazes os professores apresentaram também paródias e poemas sobre essas transformações e sobre a importância da educação na prevenção ao trabalho escravo.
Apesar de ser o último encontro do programa no município, a equipe do Escravo, nem pensar! continuará em contato com educadores e lideranças, principalmente por meio dos agentes especiais. A ideia é que o município consiga institucionalizar a abordagem do tema nas escolas de forma a se tornar autônomo na prevenção e combate ao trabalho escravo.
Confira algumas notícias da região:
Trabalhos sobre combate à escravidão são premiados
Assentamento no Piauí simboliza limites do combate à escravidão
Vítimas do trabalho escravo são assentadas no Piauí
Nova lei estadual traz restrições econômicas a escravagistas
Ministério Público Federal denuncia fazendeiros por trabalho escravo no Piauí
Trabalhadores no Piauí estão sob risco de contaminação por agrotóxico