Escravo, Nem Pensar
 

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Bahia

Maranhão

Mato Grosso

Pará

Piauí

Tocantins

 

Parnaguá

Ano de realização da formação
- professores e professoras:

2010

Parceiros locais:

Comissão Pastoral da Terra, Secretaria da Educação e Cultura do Piauí, Secretaria Municipal de Educação e Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Parnaguá

Outros parceiros:

Coordenadoria de Direitos Humanos do Estado do Piauí, Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Escravo no Piauí, Ministério Público do Trabalho, Organização Internacional do Trabalho, Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República e TAM Linhas Aéreas

Atividades realizadas:

Duas escolas do campo realizaram durante a Semana da Consciência Negra uma gincana cultural com duração de três dias. A gincana teve a participação de 80 alunos, todo corpo de funcionários e 17 professores e professoras. As apresentações foram abertas à comunidade e outras escolas também foram convidadas a assistir aos eventos.

Além disso, educadores e educadoras relataram ter abordado o tema em aulas de História, Geografia e Artes, com produção de textos, pesquisas e dramatizações por parte de alunos e alunas de diferentes séries do Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos. Destacaram também terem debatido com os estudantes outros temas relacionados a trabalho escravo, como exploração sexual, migração e, principalmente, condições de trabalho nas carvoarias.

Em 2011, a Escola Estadual Raimundo Lustosa desenvolveu um projeto com as turmas de 5ª a 8ª série. O conteúdo foi abordado nas aulas de Artes e nas aulas vagas que a coordenadora ocupou para dedicar mais tempo para as atividades. Os alunos estão trabalhando com textos e vídeos. Na culminância, houve apresentação de coreografia de músicas da formação do “Escravo, nem pensar!”, teatro e paródias. Já a Escola Estadual Aristides Pereira de Sousa, desenvolveu o projeto “Semana do Meio Ambiente” para abordar o desmatamento, reciclagem, as carvoarias e o trabalho escravo. As ações duraram quatro dias e envolveram as turmas do Ensino Fundamental e Médio em caminhadas e palestra para a comunidade. 

Em 2012, no último encontro realizado no município, as professoras relataram a abordagem do tema nas disciplinas de Sociologia, História e Ciências. O trabalho escravo foi inserido nas aulas juntamente ao debate sobre a desigualdade social e a preservação do meio ambiente. Alunos do Ensino Médio e do Ensino de Jovens e Adultos envolvidos no processo produziram textos, realizaram debates e inclusive trabalho de campo. Além de relatar as experiências, nesse último encontro as participantes montaram cartazes com figuras e poesias sobre as transformações pelas quais deve passar Parnaguá para ser um município melhor. Foram citadas: educação comprometida, saúde de qualidade, desenvolvimento produtivo, conscientização sobre o meio ambiente, salários dignos e mobilização para a transformação.

Apesar de ser o último encontro do programa no município, acreditamos que a prevenção e o combate ao trabalho escravo por meio de atividades educativas se intensificará. Educadoras e gestoras mostraram grande interesse em institucionalizar o tema nas escolas, tendo como objetivo garantir sua abordagem. Além disso, uma atividade realizada com alunos do Ensino de Jovens e Adultos foi muito animadora em relação ao potencial da abordagem do tema em sala de aula. 

 

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EM Capim Grosso em atividade sobre trabalho escravo / Arquivo Repórter BrasilDesenho da Escola Municipal Capim Grosso / Arquivo Repórter BrasilProfessora em atividade da formação / Arquivo Repórter BrasilProfessores em atividade da formação / Arquivo Repórter BrasilApresentação cultural / Arquivo Repórter BrasilProfessores participam do segundo encontro de acompanhamento / Arquivo Repórter Brasil
Alunos e professoras do projeto realizado pela Escola Estadual Raimundo Lustosa / Arquivo Repórter BrasilAlunos criam uma paródia sobre o trabalha escravo / Arquivo Repórter Brasilatividade da utopia / Arquivo Repórter

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