Mais de 2 mil educadores, educadoras e lideranças já participaram das formações do “Escravo, nem pensar!”. As formações são realizadas em municípios com alto índice de tráfico de seres humanos para o trabalho escravo ou em locais onde há flagrantes desse crime. Participam 50 pessoas em cada município, em um curso de 40 horas, incluindo gestores e gestoras das secretarias de educação, para que possam articular as escolas envolvidas em atividades conjuntas e para que seja possível inserir o tema do trabalho escravo nos conteúdos programáticos dos municípios.
Após a formação, a Repórter Brasil realiza novos encontros em cada município com o objetivo de acompanhar e apoiar as atividades realizadas pelos participantes.
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Professores em dinâmica durante formação Crédito: Arquivo Repórter Brasil |
O público diretamente beneficiado pelo programa é composto por professores, professoras, gestores e gestoras da Educação e lideranças populares, escolhidos por conta de seu perfil multiplicador. As lideranças têm contato com trabalhadores rurais e suas famílias e podem difundir informações importantes sobre o assunto. E os educadores e educadoras estão em constante contato com os estudantes e a comunidade.
As formações são apenas o início de um grande processo de mobilização nos municípios: inserção do tema nas atividades comunitárias das lideranças e de suas entidades; abordagem, nas escolas, do conhecimento construído durante a formação (inserção do tema em sala de aula, realização de projetos interdisciplinares, produção de materiais, inserção do tema no planejamento ou no projeto político-pedagógico da escola); criação de parcerias entre escolas e entidades para a realização de atividades de prevenção; mobilização da comunidade para reflexão sobre o tema e engajamento na luta contra o trabalho escravo.