O segundo encontro aconteceu no dia 21 de março de 2010. Chegando ao local, fomos acolhidos pelo dono da casa. Partilhamos café e milho assado. Iniciamos a atividade fazendo memória do encontro anterior quando conhecemos um pouco da vida de cada um e o que os motivou a estarem hoje lutando por aquela terra.
O grupo discutiu alguns problemas na sua organização interna e foi reforçada a necessidade de cada um e cada uma assumir a luta. No segundo momento, propusemos fazer com a comunidade uma linha do tempo da ocupação para identificar os momentos de maior conflito e a resistência da comunidade.
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Atividade no assentamento Crédito: Arquivo Repórter Brasil |
Com a contribuição sobretudo dos que chegaram primeiro na ocupação, construímos um retrato da luta até agora enfrentada. As ameaças e as estratégias do grupo para resistir na terra e confrontar os supostos “donos”.
Em seguida, fizemos uma memória das lutas dos camponeses no Brasil. A partir das experiências das lutas pela abolição, guerra de Canudos e Contestado, Trombas e Formoso e outras, debatemos a importância da luta dos pobres para garantir a posse da terra e a conquista dos direitos humanos. Discutimos que é preciso fazer uma luta articulada com outras comunidade que vivem a mesma situação e também buscar apoio em entidades afins para garantir a vitória.
Apresentamos cartazes e conversamos sobre a atuação de outras entidades e movimentos, como MST, MAB, etc. O objetivo era também mostrar que a luta na ocupação não é uma isolada, mas faz parte de todo um contexto nacional de luta pela reforma agrária. Foram usadas nesta discussão duas fotografias de Sebastião Salgado.